Quando vais de férias para o Algarve, podes fazer a viagem de duas maneiras: ir o mais rápido possível porque o que queres mesmo é chegar lá, apanhar sol e ficar de molho na água quente – ou podes aproveitar a viagem para ver a paisagem, parar numa terreola que ainda não conhecias, comer um prato típico da Bairrada ou do Alentejo.
Quando chegaste à universidade, qual era o teu objectivo? Fazer o curso o mais rápido possível para depois poderes ir trabalhar e orientar a tua vida – ou aproveitar também o tempo como estudante?
Talvez aches que a tua universidade tem um ambiente conservador e fechado, e que as pessoas – alunos e professores – não são assim muito impressionantes; mas a verdade é que em geral o resto do mundo é ainda menos aberto.
Nestes breves anos como estudante universitário tu vais ter à disposição experiências únicas, coisas que possivelmente não farás depois, e oportunidades de crescer – de ver os teus horizontes a alargarem-se, de descobrires um mundo muito maior.
Na semana passada tivemos a primeira reunião do gbu do Porto neste ano lectivo. O início do ano (e para alguns o início do curso) é uma oportunidade de começar do zero, de mudar muita coisa, de pensar nos objectivos e no que faremos neste ano.
Qual é a tua escolha? Vais aproveitar a viagem, ou só te interessa o destino?
O que esperas que te aconteça neste ano? O que gostavas que acontecesse? Em ti e nas pessoas à tua volta?
Para desfrutares do caminho, tens que te preparar – e isso não é sempre fácil. Precisas de te preparar para teres a coragem de reconhecer o que está mal em ti, e para quereres mudar; e precisas também de preparar o caminho para os outros à tua volta – construir relacionamentos mais profundos e mais saudáveis, aproveitar o curso (mesmo quando os professores são chatos), descobrir o melhor da vida académica, e por aí fora.
Neste ano lectivo, o GBU está a encorajar todos os estudantes universitários a conhecer o evangelho de Marcos. É muito interessante que este pequeno livro começa com a importância de preparar o caminho – e precisamente nestes dois aspectos: de percebermos o que está mal em nós, e também de prepararmos o caminho para os outros. Marcos deixa muito claro que, para além de todas as experiências, crenças, desejos e sentimentos, é preciso preparar o caminho para uma pessoa: Jesus Cristo. Não é o Jesus da tradição, das igrejas bafientas e moralistas, mas alguém surpreendente, às vezes chocante, mas sempre, sempre a buscar o melhor para todos os que o rodeiam.
Já o conheces? Se não, experimenta ler Marcos. Se sim, experimenta ler Marcos!! É que tantas vezes ouvimos só o que os outros dizem sobre a Bíblia e a religião, e não vamos investigar por nós mesmos... Esta viagem vale a pena – o caminho é fascinante, e o destino é fantástico.
John Beswick Pallister
(assessor do gbu-p e gbu-a)
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